Advogado Ércio Quaresma disse que "tem mais surpresas vindo por aí".
Jogador é réu no processo que investiga o desaparecimento de Eliza.
Fonte: Portal G1
O advogado Ércio Quaresma, que representa o goleiro Bruno Fernandes,
anunciou que conta com o apoio do perito Ricardo Molina, de Campinas
(SP), para ajudar a analisar as fotografias e vídeos do processo do caso
Bruno. A declaração, feita em uma rede social na noite desta
segunda-feira (16), foi confirmada por telefone na manhã desta
terça-feira (17). O jogador Bruno é réu no processo que investiga o
desaparecimento e morte de Eliza Samudio e está preso no Complexo
Penitenciário Nelson Hungria, em
Contagem, na região metropolitana de
Belo Horizonte.
De acordo com Quaresma, Ricardo Molina deve analisar vídeos,
fotografias, laudos periciais, além dos relatórios dos aparelhos de GPS e
a calibragem das antenas de telecomunicação que apontaram que a
presença de Bruno em Minas na época do suposto assassinato de Eliza.
Perguntado sobre a possibilidade de convidar outros profissionais para
auxiliar na análise do processo, Quaresma disse que “tem mais surpresas
vindo por aí”.
Além de Bruno, também estão detidos no Complexo Penitenciário Nelson
Hungria, Luiz Henrique Romão, o Macarrão; Marcos Aparecido dos Santos,
conhecido pelo apelido de Bola; Elenilson Vitor da Silva; Wémerson
Marques de Souza, o Coxinha; e Flávio Caetano de Araújo, o Flavinho.
O primo do goleiro, Sérgio Rosa Sales, está preso no Centro de
Remanejamento de Presos São Cristóvão (Ceresp), na capital. A mulher de
Bruno, Dayanne Souza, e Fernanda Gomes de Castro, identificada pela
polícia como namorada do goleiro, estão no Complexo Penitenciário
Estevão Pinto, região leste de BH.
Ricardo Molina
Ricardo Molina
O perito Ricardo Molina tem um laboratório especializado para fazer
perícias em materiais de áudio, vídeo e documentos em geral. Molina
trabalhou em casos que tiveram repercussão nacional como a Chacina de
Vigário Geral (RJ), o acidente com o grupo musical Mamonas Assassinas
(SP), o Caso PC Farias (AL) e a prisão do traficante Fernandinho
Beira-Mar (RJ).
Entenda o caso
O goleiro Bruno é réu no processo que investiga a morte de Eliza
Samudio. A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério
Público contra Bruno e outros oito envolvidos no desaparecimento e morte
de Eliza. A última prisão ocorreu nesta quinta-feira (5). Fernanda
Gomes de Castro, namorada de Bruno, foi presa em Minas Gerais.
O goleiro Bruno; Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; Sérgio Rosa Sales; Dayanne Souza; Elenilson Vítor da Silva; Flávio Caetano; Wemerson Marques; e Fernanda Gomes de Castro vão responder na Justiça por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é o único que responderá por dois crimes. Todos os acusados negam o crime. As penas podem ultrapassar 30 anos.
O goleiro Bruno; Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; Sérgio Rosa Sales; Dayanne Souza; Elenilson Vítor da Silva; Flávio Caetano; Wemerson Marques; e Fernanda Gomes de Castro vão responder na Justiça por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é o único que responderá por dois crimes. Todos os acusados negam o crime. As penas podem ultrapassar 30 anos.
O adolescente de 17 anos, envolvido no caso, vai ficar internado por
tempo indeterminado, até um limite máximo de três anos, por atos
infracionais equivalentes a homicídio, sequestro e cárcere privado.
A pedido do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão preventiva
de todos os acusados. Com essa medida, eles devem permanecer na cadeia
até o fim do julgamento.
Em 2009, Eliza teve um relacionamento com o goleiro Bruno, engravidou e
afirmou que o pai de seu filho é o atleta. O bebê nasceu no início de
2010 e, agora, está com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.
A polícia mineira começou a investigar o sumiço de Eliza em 24 de
junho, depois de receber denúncias de que uma mulher foi agredida e
morta perto do sítio de Bruno.
A jovem falou pela última vez com parentes e amigas no início de junho.
O corpo de Eliza não foi encontrado. Mas os delegados consideram a
jovem morta. Todos negam envolvimento no caso.
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